sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

- feliz ano novo;

E sob cada pano branco, um punhado de tinta.
Mas ele não passa do desejo oculto do inconsciente artista
Que pinta
E borda com seus anseios,
Fere o seu orgulho,
Dilui o superego em um brinde de champanhe.
O ego em alto-relevo, o instinto à mostra,
O desejo pela caça
Do amor.
Na esperança de que em sete ondas
Geladas na pele desnuda,
Iemanjá, rainha dos mares,
Envie o cupido que seja,
Aquele que nos acuda
A aquietar o coração que chora.
Mas se o acaso preferir
Quatro outras estações
Da solidão que devora,
Bom...
Que assim seja.
Ainda há comemoração
De uma nova década que virá realizar sonhos.
Queira ou não Vossa Majestade,
A Sereia.


Feliz ano novo!

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes