sábado, 8 de janeiro de 2011

- cavalgada;

Era só dor de cabeça. Zero raciocício, zero vontades, tudo se resumia a artérias latejando, formando sulcos cada vez mais profundos em sua calota craniana, era tudo dor. Dor, talvez saudade, talvez desejo de que um ou outro devaneio que tivera durante uma noite de sono fosse realidade, mas basicamente dor. Migranas. Migrar de um universo paralelo para a vida real deveras seria doloroso, jamais duvidara deste fato. Mas o fardo já estava assaz pesado para ser carregado por um mente fraca como a dela. A dor se intensificara consideravelmente no decorrer dos últimos dias. Dos últimos sonhos. Fechava o olho e o padrão turquesa de xadrez, o abraço e o sorriso de canto de boca, o abraço... bom, tudo vinha à sua mente. Turbilhão de sentimentos galopando sobre sua cabeça, pocotó pocotó eles viam pocotó pocotó eles iam, alguém por favor façam-nos parar! Eles não paravam, era a cavalgada que cruzava cidades passando agora, dentro da sua cabeça. Cavaleiros e amazonas em non stop, empenhados por um único objetivo: fazê-la sofrer. Ninguém para fazê-los parar.

Um comentário:

Beatriz :) disse...

Nossa, amei o seu blog, espero que continue assim *w*

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes