sábado, 11 de dezembro de 2010

- estúpido cupido;

Samba na ciranda, coração bailarino
Esquiva-te dos malquereres, afasta-te dos malfeitores
Mesmo que o lobo de cordeiro se travista
Não deixes que te fira
Salta de ponta em ponta
Na ponta dos teus dedos calejados
Feridos da seta do estúpido cupido
Cego do amor
Cuja mira fugiu
Acertou-te, coração...
Mas não deixes a ferida aberta
Cicatriza-te
Cura-te
Procura um novo algoz
Porque só há algozes neste mundo, meu caro
Os capatazes da paixão.

Um comentário:

Marília disse...

Rayra Alcure, minhas congratulações à tua habilidade poética.

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes