Samba na ciranda, coração bailarino
Esquiva-te dos malquereres, afasta-te dos malfeitores
Mesmo que o lobo de cordeiro se travista
Não deixes que te fira
Salta de ponta em ponta
Na ponta dos teus dedos calejados
Feridos da seta do estúpido cupido
Cego do amor
Cuja mira fugiu
Acertou-te, coração...
Mas não deixes a ferida aberta
Cicatriza-te
Cura-te
Procura um novo algoz
Porque só há algozes neste mundo, meu caro
Os capatazes da paixão.

Um comentário:
Rayra Alcure, minhas congratulações à tua habilidade poética.
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