sábado, 26 de dezembro de 2009

Remexendo velhos baús

Tem uma voz gritando dentro da minha cabecinha hiperativa. Explanando aos quatro ventos o quão burra, estúpida e idiota que eu consigo ser como mulher. Que eu sempre tomo as decisões erradas, falo o que não devo e, sim, tenho 100% de chance de me foder no quesito pessoas.
Sabe os estados oito e oitenta? Eis que eu descubro um terceiro: "menos" oito.
Nesse novo e reluzente jeito de ser, eu alcanço o ápice do pessimismo. Tudo é errado, tudo é ruim, em tudo eu vou me ferrar e o mais importante (e retórico) pensamento: é tudo mentira. Até a mais tórrida verdade não passava de uma mentira (the truth's a lie!). E pra completar a máxima pessimista de hoje, eu induzi essa mentira. Dessa vez, eu não fui a serpente enfeitiçada, mas sim o encantador. Seria tudo perfeito se o encantador não fosse burro o suficiente a ponto de lançar o feitiço a si próprio, de modo que agora temos um encantador logrado e uma serpente ardilosa.
Não há nada mais a fazer, eu simplesmente entreguei os pontos. Afinal, o que não é pra ser, não vai acontecer só pela força de vontade... muito menos por pressão psicológica.


(texto escrito em 07/08/09)

Um comentário:

DESCA 1 disse...

Dizer que me identifico totalmente...

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes