quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Círculo Vicioso

Ouço goteiras, fora e dentro da minha cabeça.

Do lado de fora, a água que cai incessantemente compõe a trilha sonora dessa semana cinza - não só pelo tempo chuvoso, mas também pelos reflexos que minh'alma lhe lança. Alma esta que se encontra destruída e descolorida pelo cansaço.
Do lado de dentro, meus pensamentos caem como gotas. Nada muito sólido, firme ou coerente. Eles vêm tão incostantes como pingos que caem de uma rachadura no teto. Palavras soltas e insensatas, que não passam de mais um reflexo do que se passa em meu interior.

Socos na parede. Esse é o som que se destaca em meio ao chiado inconstante da chuva. Mas por que socos? E por que na parede? - é o que goteja na minha mente. Existiria nas redondezas alguém tão saturado como eu? Socos na parede me parecem um bom modo de extravasar toda a negatividade que me circunda. Mas como fazê-lo sem me ferir ainda mais?

Dor. É o que goteja em decorrência dos pensamentos anteriores. Dor física, dor moral, dor espiritual. Quantos tipos de dor existem e quantos eu já tive o (des)prazer de conhecer? Dor de amor, dor de rancor. Caramba! Eu tenho uma vasta coleção de algias... quem sabe eu possa, inclusive, escrever um livro sobre isso. Mas seria vantagem ter tanto conhecimento acerca de um assunto tão triste? Um tema capaz de descolorir ainda mais esse dia já tão cinza?

Chuva, cinza, socos, dor, cinza... não lhe parece um círculo vicioso?
"Definitivamente" - logo gotejo.

Mas quem se atreveria a interromper a sua infinitude?

2 comentários:

Joao disse...

/euli xD
oê, para de ler treco de vampirô! os trigonos e plexos de anato são muito mais interessantes!! haha
sexta tudo melhora!
viva o fim do periodo!!

Carlos Augusto Costa disse...

Tá mal, hein, Rayra D:
Gostei do texto, mas teu estado psicológico é preocupante. Fica até difícil sugerir uma solução, pois nem sei quais são as raízes dessa angústia, mas poderias tentar fazer coisas que gostas com pessoas que gostas, saindo um pouco desse universo de msn e blog, que convenhamos, em excesso torna a nossa vida deprimente.
Abraço \o

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes