Últimos retoques em frente ao espelho.
Um pente aqui, um pó acolá,
Olhos negros e as maçãs róseas,
A lágrima cristalina desenhada na pele.
Perdida saiu a valsar sobre as pedras
Que montavam a ladeira da desesperança
Com os trilhos passando em linhas tortuosas,
Ditando o ritmo da dança.
Seguiu, então, a Colombina
A rodopiar ao encontro do amor.
Mas mais valia um Arlequim debochado
Ou o sonho do Pierrot apaixonado?
E o Doutor pomposo que lhe borboleteava o estômago?
E se a história aqui contada
Não passa de uma ilusão da pobre moça,
A que ninguém nunca dedicou apreço,
E a que nenhum apreço será dado?

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