quarta-feira, 8 de setembro de 2010

- poema sem ritmo;

Se eu não sou sensível como outrora,
Peço que me entenda, compreenda
Que o coração ainda bate, mas a razão o sobrepõe
E sentimentos que transbordavam escorrem lentamente pelo ralo
Da consciência.
Se eu já não escrevo com facilidade,
Peço que não me julgue,
Não cobre a minha presença
Como numa pauta de chamada,
Pois se assim for, reprovei por ausências
E assim sendo, não mais escreverei.
E eu estou triste.
Sozinha.
E a inspiração bloqueada.
Não me julgue.
Não me cobre.
Porque eu não tenho mais cadência.
Perdão.

3 comentários:

Marília disse...

Rayra Alcure. Fantástico.

Cecília Isicke disse...

Nossa, que LINDO esse poema =*

Unknown disse...

maturidade e precaução, transforma a palavra em sensação burilada, o rítmo em alma elevada que trava. assim é o sentido do poema. PARABÉNS! LINDO POEMA.

-

Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes