Se eu não sou sensível como outrora,
Peço que me entenda, compreenda
Que o coração ainda bate, mas a razão o sobrepõe
E sentimentos que transbordavam escorrem lentamente pelo ralo
Da consciência.
Se eu já não escrevo com facilidade,
Peço que não me julgue,
Não cobre a minha presença
Como numa pauta de chamada,
Pois se assim for, reprovei por ausências
E assim sendo, não mais escreverei.
E eu estou triste.
Sozinha.
E a inspiração bloqueada.
Não me julgue.
Não me cobre.
Porque eu não tenho mais cadência.
Perdão.
3 comentários:
Rayra Alcure. Fantástico.
Nossa, que LINDO esse poema =*
maturidade e precaução, transforma a palavra em sensação burilada, o rítmo em alma elevada que trava. assim é o sentido do poema. PARABÉNS! LINDO POEMA.
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