quinta-feira, 16 de setembro de 2010

- piruá;


Na balbúrdia da sua existência,
Entre Entamoeba, Giardia e paixões,
Olhares furtivos, risadas escandalosas,
As expectativas dos fatos sem concretização.
Cheiro de pipoca - até mesmo a doce,
Náuseas e êmese lhe provocarão.
Se querem saber o tempero que falta,
Palavras e olhares virarem ação.
Mas se não virarem, não se desesperará.
Sem mais aflição, não mais se iludirá.
Não dá mesmo pra esperar o estouro
De quem nasceu pra ser piruá.

Especialmente pra @mariliaaguiar, dona desse blog, que sofre com piruás tanto quanto eu.

Um comentário:

Marília disse...

No auge da sua expressão poética, até os piruás ficam (ainda MAIS) interessantes. Pena que não pipocam NUNCA.
Adorei!
Beijo grande, chérie!

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes