sexta-feira, 3 de julho de 2009

Post-desabafo

Por que você tá fazendo isso? Qual é o propósito desse circo?
Algum dia eu deixei transparecer algum sentimento meu sobre você? Algum sentimento que demonstrasse o grau da minha loucura? Creio que não... então me diz: o que você quer com essa cena?
Quer ver até onde eu ia nesse joguinho estúpido? Massagear seu ego? Brincar comigo? Quer ter pra onde correr quando tudo estiver dando errado pra você? Quer ajuda com o dever de casa? O QUE DIABOS VOCÊ QUER?
Quer tem alguém que vá chorar ao ler seu epitáfio? Quer acreditar que não obstante os foras que você tenha levado nessa vida, ainda há alguém que suspira a cada palavra sua? Alguém que te dê atenção até nos assuntos mais banais? Você quer um capacho, meu caro amigo?!
Quer chamar atenção?

Vou lhe dizer, com toda sinceridade, você me quebrou.
Você pegou o meu coração e despedaçou (no mínimo deve ter cansado dos seus puzzles habituais).
Mas, ao contrário do que você imaginava, o meu coração, de tanto ser degenerado, virou fênix. Das cinzas da sua destruição, ele renasce. Cada vez mais frio, cada vez menos frágil. Cético, eu diria. Ele não acredita mais na sinceridade das palavras doces - duvido muito que acredite no tal do amor. Há algum tempo ele nem ao menos sorri.

Aliás, devo me retificar. Ele sorriu uma vez. Ou quase sorriu.
Foi com você.
Ele sorriu usando o resto de esperança que ele possuía. Mas a porção pétrea falou mais alto e o puxou de volta à realidade.

A realidade é que a dona deste coração não quer mais saber de se apaixonar.
Ela não quer saber de mais lágrimas caindo dos seus olhos, mesmo que estas saibam se refugiar sabiamente em seu inconsciente.
De tanto sofrer calada, ela tatuou o sofrimento na sua alma. Agora, o que resta à pobre criatura senão conviver com a própria dor? A dor de ser sozinha.

Não sei se o que me você me disse eram palavras honestas. Nem quero saber.
Afinal, se estas forem, eu vou sofrer pela distância; se não, sofrerei por desamor. Já não possuindo essa certeza, sou livre para idealizar uma dor de cada vez, e, assim, decidir a qual delas eu me adaptaria melhor. E antecipando essa decisão eu digo: a dor que já vive comigo. É ela que eu vou escolher.

ps: post dedicado, porém nunca revelado.

2 comentários:

Unknown disse...

:s
não sei oq comentar, mass.... TENSO x.x

Lorena εïз disse...

Não revelado aos demais, mas eu sei quem é esse cachorro desse coelho [/sim, eu falei certo...

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes