segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um hiato na ideologia.

Pelo ordem natural das coisas (e dos posts), eu deveria meter pau no casamento agora, tanto é que o rascunho está pra lá de escrito na minha agenda. Mas, sabe, não sei o porquê, mas eu não estou inspirada pra isso hoje. E ainda me arrisco a dizer que esse post vai ser um hiato na ideologia GP, e até na minha própria mente.

Sempre me vangloriei pelo meu temperamento antirromantismo (por mais estranho que pareça, é assim mesmo que escreve, eu pesquisei). Nunca tive saco pro tal do amor. Claro, me apaixonei zilhões de vezes, por zilhões de pessoas, muitas simultaneamente a outras (dá-lhe arianos!), mas nenhuma dessas vezes, pelo o que eu me recorde, foi amor de verdade. Eu sempre culpo o meu signo por isso, afinal, áries é caracterizado por paixões relâmpago.

Bom, nunca me importei com isso até ante-ontem.
Parei e pensei: será possível que eu nunca vou saber o que é o amor? Será que eu nunca vou ser capaz de me apaixonar várias vezes pela mesma pessoa, por vários dias , meses, anos, quiçá, por toda a minha vida? Será mesmo que eu não vou me casar, vou passar todos os Dias dos Namorados que se seguirão sentada em frente a uma televisão, vendo um filme meloso e comendo uma bacia de pipoca sozinha? Será que é esse o meu destino?

Olha, não estou mudando meu modo de pensar, continuo não acreditando na instituição do casamento, acho uma besteira gastar milhares pra fazer uma festa linda, que de acordo com as estatísticas, tem muito mais chance de virar um divórcio do que um conto de fadas. Mas, ao mesmo tempo, imagino se não vale a pena arriscar.

Vai que eu conheço aquele cara. Não um dos muitos amores da vida que eu acumulei pela minha vida, mas sim, O amor da minha vida. Aquele que vai fazer as borboletas do meu estômago revoarem a cada segundo do resto dos meus dias. Aquele que vai se adaptar perfeitamente ao meu jeito de ser e vai me fazer companhia nos dias em que eu me sentiria abandonada. Aquele com quem eu vou querer arriscar a me jogar nesse precipício que os românticos costumam chamar de casamento. Com quem eu hei de trocar votos, chorar litros, gastar milhares em uma festa linda, onde só os convidados se divertem... e ignorar as estatísticas que insistem em me trazer de volta a realidade.

Não sei se esse cara vai aparecer, duvido muito que ele exista. Provavelmente, então, eu vou sim passar todos os próximos 12's de junho de pijama, em frente a uma tevê, lamentando a minha solidão. Ou comemorando a minha liberdade. Vai saber.

Por Rayra Alcure.

4 comentários:

Yaser Yusuf disse...

Ola Rayara...
Belo e esótico nome por sinal!
Muito obrigado pela visita e pelo post!
Adorei seu blog tb!
Beijo enorme!

http://yaseryusuf.blogspot.com/

Carlos Augusto Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Augusto Costa disse...

Só os fracos corroboram com as estatísticas.

Carlos Augusto Costa disse...

Sabias que, segundo as mesmas estatísticas, mulheres independentes são menos felizes do que as mulheres que consideras "Amélia"?

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes