sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

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Uns dias atrás, em meio a uma conversa sobre meu futuro profissional com a minha mãe, eu justifiquei a minha falta de expectativa com a seguinte frase:  

"Eu prefiro sonhar baixo e me surpreender, que sonhar alto e me decepcionar."

Eu realmente não sei porque até hoje eu não aprendi a transcender o significado dessa máxima, até que ela abranja não somente a minha vida acadêmica/profissional, mas que também se estenda a todos às outras nuances da minha existência. Afinal de contas, o combo "sonhar alto - me decepcionar" é o que mais tem aparecido por aqui. 
Hoje, depois de criar uma senhora e efusiva expectativa acerca de um acontecimento extremamente ansiado (embora inesperado), vi o meu castelo de areia construído a duras penas, às custas da pequena dose de alegria extraída a cada minuto do meu dia, ser destruído por uma maré de má sorte. Mais um daqueles infortúnios sorrateiros, que vêm única e exclusivamente pra acabar com a sua festa. 
Assim, do mesmo jeito que eu fui do inferno ao paraíso, eu voltei pra dar aquele abraço de reencontro no maldito.  

"Hello, darkness, my old friend! I've come to talk to you again. :)"

E no final do dia, eu me peguei à meia noite, sob chuva, andando sozinha pelos paralelepípedos incertos da avenida que corta a minha cidade do norte ao sul. E se eu me esforçasse só mais um pouquinho, certeza que eu ouviria Coldplay compondo a trilha sonora do meu filme. 


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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes