segunda-feira, 26 de março de 2012

- até mesmo os pêssegos têm seu azedume;

Entre uma mordida e outra, o mundo zoneado em sua volta, emoções zoneadas em seu interior, pôs-se a pensar: "é a (falta de) energia do meio ao meu redor sugando a minha própria vontade."
Precisaria de uma dose enérgica a mais para encontrar a disposição das semanas passadas. Uma dose de melado, uma dose de romance. Uma dose de um abraço qualquer e um beijo no pescoço. 
Mas até a fruta mais madura tem seus inconvenientes. Por doce que seja uma paixão mal resolvida, sempre resta no fim aquele ranço de arrependimento, aquela vontade de escovar os dentes três vezes seguidas e fazer um gargarejo longo com anti-séptico sabor menta, pra ver se tira esse gosto ruim da boca. Por mais madura, sempre rola um quê de imaturidade, essa é a grande verdade.
Até mesmo os pêssegos têm seu azedume. 
(E de azeda já me basta a rotina.)

Um comentário:

Jeferson Cardoso disse...

Olá Rayra!
É que nem tudo é perfeito. (risos)
Bela postagem; gostei da comparação.
Tenha uma excelente semana!
Abraços.
Convido para que leia e comente “RIDE THE LIGHTNING” no http://jefhcardoso.blogspot.com/

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes