quarta-feira, 16 de novembro de 2011

- tu choves, nimbus chora;


Lá fora chovem as lágrimas que tu não choveste.
E se chover não se conjuga,
Quero ver quem é capaz de impedir
A nimbus de chorar seu pranto
Ácido.
Nos teus olhos secos de chuva,
Fechados ao som e neon,
Quantas nuvens teus prantos choram?
Quantas tempestades armazenas
No sertão de tuas meninas?
Quantos tufões devastando
A tua sincera mente?
Que tu chovas.
Que tu chores.
Regeneres.
Antes que o caos se instale
E apenas nada reste
No mediastino
Médio e apenas teu.
De mais ninguém.

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes