domingo, 20 de março de 2011

- folclore;

E quando os mitos do seu folclore pessoal sugam uma gota de vida e subitamente perambulam à sua frente? Montros dignos de Dante, em seus contos mirabolantes, de repente tão reais que lhe enchem do pavor mais rico e detalhista. Mente fraca que sou, não quero vivenciar sentimentos que fujam do pi erre ao quadrado da bolha em que vivo. Quero mais ações previsíveis, menos surpresas desagradáveis, menos aulas durante as horas em que a lua reina majestosa na abóbada celeste. Quero sentimentos novos, não fantasmas de outras primaveras flutuando no meu resto de verão. Quero o branco do céu caindo líquido na minha pele camuflada, na minha boca entreaberta, nos meus olhos secos. Quero que secos meus olhos permaneçam. Quero superação.

2 comentários:

Anônimo disse...

Menina, não deixe que os mitos do seu folclore pessoal se transformem em “bicho-papão”! Não tema sair da bolha, sair do óbvio, sair do porto seguro. Todos temos medo do escuro, do inseguro e dos fantasmas que nos fazem emudecer a voz e marejar os olhos. Dizes que queres teus olhos secos? Não, não. Queira-os com brilho, com viço, com a pureza de quem acha que o amanhã pode ser (e quiçá será) melhor que o hoje. Que tal trocar tantos “quereres” por coisas mais simples? Tipo isso...

http://www.youtube.com/watch?v=kHzRWMlDrYs

Marília disse...

Superar é preciso. Adorei o texto.

-

Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes