Eu não sei se o que se passa na minha cabeça é o suficiente para povoar as linhas vazias da minha própria mente, mas sinto que só vou saber depois de escrito o que se passa no meu subconsciente.
Por muitas vezes eu me pego recostada em uma parede refletindo sobre a minha vida.
Eu tento esmiuçar cada sinal enviado pelo meu corpo e traduzi-lo em palavras, mas todos os meus ensaios vêm sido vãos.
Então, em uma última tentativa - desesperada, por que não? - eu digo simples e diretamente: meu estômago anda gelado; meu equilíbrio, prejudicado; minha dicção comprometida e minha respiração, acelerada.
Meus músculos, fragilizados, não resistem à tremura; e meus lábios, desesperados, anseiam por uma ternura que nem eu, ao menos, sei se é real.
Temerosa por mais uma decepção, uma fobia desmedida da rejeição que está por vir, uma outra vez enclausuro esse grito desesperado de liberdade. Um grito que clama pela declaração de um sentimento certamente finito.
Então, repito as ações que me levaram tantas vezes ao fundo do poço.
Nutro amores platônicos, que são mais divertidos, e detenho esse alvoroço que eles chamam de paixão.
Ao meu coração machucado, eu peço perdão.
3 comentários:
Adorei o layout. :D
Ray, ainda bem que vc tento mais uma vez: tá incrível o texto. Belo, muy belo.
Solta esse grito! Solta!
Gostei da nova cara do blog.
Beijos
muito bom o que vc escreveu
gostei do blog, das palavras
beijos
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