Essa é a segunda madrugada insone seguida desde que eu cheguei em Vitória, não por acaso há exatamente dois dias. Se eu eu fosse o tipo de pessoa que acredita que qualquer coisa representa algum sinal, já teria chamado algum Pe. Quevedo wannabe pra benzer essa casa. Ou essa cidade, sei lá.
Falar a verdade, desde que eu cheguei aqui não fiz absolutamente nada de útil, mesmo de dia. Mal li dez páginas de um livro, nenhum dos filmes que eu baixei me encantam. Só fico sentada na frente dessa tela exagerada pensando no que raios eu estou fazendo nessa maquete do inferno. Como dá pra perceber, nem mesmo pra escrever um mísero texto eu estou prestando.
Meu pai diz que isso é estresse. Não sei exatamente o que pode estar me estressando nas férias, visto que eu não faço porra nenhuma, mas, sei lá, ele deve saber do que está falando. Ele tem, tipo, mais que o dobro da minha idade, não dá pra disputar experiência com ele. Aliás, pra não ser relapsa, o único estresse de que eu me recordo foi quando eu chorei dois dias seguidos pela morte de um desconhecido, que não era bem um desconhecido na ocasião, mas enfim. Quem sabe da história vai entender.
Talvez seja estresse dos outros, é uma boa teoria. Muita gente resolveu desabafar comigo, o que eu acho muito legal. O problema é só a minha incrível capacidade de internalizar dores alheias. Na falta de estresses próprios eu adoto os estresses dos outros, sei lá.
Enfim, em vez de ficar aqui monologando, melhor eu deitar e rolar na cama, né? Ouvir música, talvez.
E se alguém tiver o contato de algum benzedor dos bons, please call me.
Risos.
3 comentários:
Só você me entende.
Não chore pelas dores do mundo, chuchú, é trabalho que não acaba mais!
Rah, também andei tendo umas noites assim mas no meu caso, sei exatamente o que me atormentava. Com medo de acontecer de novo, sigo algumas dicas que funcionam p/ mim:
Não tomo café ou coca depois das 17:00 e antes de dormir, um copo de leite morno, com açúcar; é batata!
Bjs
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