terça-feira, 2 de outubro de 2012

- aldebarã à alcure (parte 1);


Escrito por Ramon LV Diaz, dono deste blog
(Ladrão de sítios alheios, genes alelos?) 
A ele, meus sinceros agradecimentos. 

se tudo for interminável, podemos acontecer no outro
e ter no por do sol conveniente, uma Ipanema maior
que baste porque amor talvez seja no fundo um faltar
de peças gigantes que qualquer máquina do mundo ou
simulacros confusos em neutrinos, em tudo tão pouco
propenso e suspenso a interagir ou humanamente tocar.

é tão fácil distanciar-se em estrelas.
difícil é compreender a commedia
que move o sol como os astros até
nosso carbono em doppler e soslaio
timidamente sorrir para o vento o
que não tem diferença em chuva,
oceano ou hidroterapia sem lavar
a alma e o que é Pessoa [soul washer somente ressoa].

há de rayar um onirismo sem ismo,
um istmo sem qualquer incômodo
totalmente decúbito e ainda seno
e sem qualquer artrite no dorso
ou teu grau amelie poulin ao cubo
entre claude  bernard e kundalinis
Alices e rabbit hole
afinal fogo fátuo – um fóton que dali escapa
ao léu, ao sul onde o teu capricórnio se enjeita em
olhos de kajal e punjab, todas as noites que são mil,
sem fim em mar, em lua marfim quase toda seráfica
o arco entre várias íris, osíris e Lapas o sol convexo
ao teu jeitinho de all star mesmo em penumbra o
que chamamos laconicamente de matéria escura.

aldebarã à alcure parece impossível mas é veranil:
vero míssil sem precisão, chega quando lhe dá na telha,
a grande saudade do prédio amarelo tudo o que for
meditação daquele físico indiano em calma pax
em dupla helix, em vários estágios new england:
Compton, Roetgen, Harrison, Piúma, [e Guarapari que ninguém mais fala?]

Rayra pulsa o azul e o azimute,
fitando Jane em Clarice, Lispector em Pollux
um infinicius a Vinícius, que ninguém sabe
mas é meio James Joyce...
Rayra é
o que há de chegar e o que já
supostamente morreu na luz dos olhos teus:
a pura abertura mesmo sem flor.

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes