Escrito por Ramon LV Diaz, dono deste blog.
(Ladrão de sítios alheios, genes alelos?)
A ele, meus sinceros agradecimentos.
se tudo for
interminável, podemos acontecer no outro
e ter no por do sol
conveniente, uma Ipanema maior
que baste porque amor
talvez seja no fundo um faltar
de peças gigantes que
qualquer máquina do mundo ou
simulacros confusos em
neutrinos, em tudo tão pouco
propenso e suspenso a
interagir ou humanamente tocar.
é tão fácil distanciar-se
em estrelas.
difícil é compreender
a commedia
que move o sol como os
astros até
nosso carbono em doppler
e soslaio
timidamente sorrir
para o vento o
que não tem diferença
em chuva,
oceano ou hidroterapia
sem lavar
a alma e o que é Pessoa
[soul washer somente ressoa].
há de rayar um
onirismo sem ismo,
um istmo sem qualquer
incômodo
totalmente decúbito e
ainda seno
e sem qualquer artrite
no dorso
ou teu grau amelie
poulin ao cubo
entre claude bernard e kundalinis
Alices e rabbit hole
afinal fogo fátuo – um
fóton que dali escapa
ao léu, ao sul onde o
teu capricórnio se enjeita em
olhos de kajal e
punjab, todas as noites que são mil,
sem fim em mar, em lua
marfim quase toda seráfica
o arco entre várias
íris, osíris e Lapas o sol convexo
ao teu jeitinho de all
star mesmo em penumbra o
que chamamos laconicamente
de matéria escura.
aldebarã à alcure
parece impossível mas é veranil:
vero míssil sem
precisão, chega quando lhe dá na telha,
a grande saudade do
prédio amarelo tudo o que for
meditação daquele
físico indiano em calma pax
em dupla helix, em
vários estágios new england:
Compton, Roetgen, Harrison,
Piúma, [e Guarapari que ninguém mais fala?]
Rayra pulsa o azul e o
azimute,
fitando Jane em
Clarice, Lispector em Pollux
um infinicius a
Vinícius, que ninguém sabe
mas é meio James
Joyce...
Rayra é
o que há de chegar e o
que já
supostamente morreu na
luz dos olhos teus:
a pura abertura mesmo
sem flor.
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