Este sentimento degradante é exclusivo de mim, meus caros? Apenas eu sinto a vida, como areia, a vazar-me por entre os dedos? Às vezes eu me sinto assim, irremediável. Tento por o mundo dentro de mim, quando nem mesmo eu caibo dentro deste mísero escafandro com que fui presenteada ao nascer. Um por um, todo o mundo me dá o breve gosto do preenchimento e logo escapa-me como a presa mais veloz. Ligeiro prazer seguido por tanta agonia! De que me vale, no fim das contas?
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