Estou sentada no sofá da sala, de frente para a janela, e observo a paisagem.
O céu muito azul, algumas montanhas e pastos verdes e o chão vermelho, de terra. Eu poderia passar dias sentada nesse lugar, só olhando e pensando na efemeridade da vida.
Daqui a algumas horas, o ouro que clareia o dia dará lugar ao púrpura que colore o crepúsculo para, transcorridos mais alguns minutos, o dourado ressurgir das profundezas da madrugada; o verde continuará verde, embora a ausência de luz o faça enegrecer; a terra rubra manterá sua cor tal como antes;
Mas a vida, independente da perenidade das cores, dias e noites, é passageira; transcorre como um raio veloz que suga sua essência e, quando menos se espera, a leva para longe, sem chances de retorno;
E é por isso que é preciso viver, antes que a última gota de vitalidade que lhe resta seja extraída.
E lutar para deixar alguma marca que sobreviva às impetuosidades do mundo, juntamente com as cores, dias e noites.
5 comentários:
Ra, li um dia desses,não sei onde:
"Viva cada dia, como se fosse o último de sua vida e trate todas as pessoas, como se a vida delas fosse terminar à meia-noite".
Correção: "última gota de vitalidade"
Eu não creio na efemeridade da vida, mas mesmo assim concordo que precisamos viver intensamente com o tempo que nos é dado, para não viver em conformidade e sedentarismo diante das dinâmicas da natureza e da sociedade, que tanto precisam do esforço individual de todos para se manterem.
Carlitos, obg pela correção! *-*
Filosophie.
Rah, dê uma passadinh no blog da Dri,http://www.driviaro.com.br, acho que vai gostar, ela é muito divertida!!!
Bjs da tia Mima
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