terça-feira, 20 de outubro de 2009

essa vida de merda

De quantos amores,
quantos sabores,
quantos rancores
eu estou abdicando pra viver nesse maldito padrão?
Quisera eu ser louca, alienada... viver no luxo e na luxúria.
Sem me foder com responsabilidades ou até mesmo banalidades... levar a vida como um hobbie.
Dar menos importância às grosserias, às indiferenças, às diferenças e às próprias pessoas, por que não?

Não me estressar com a prova na qual me fuderei amanhã, com o scroll do touchpad que acabou de pifar, com o pacote de biscoito recheado que eu devorei à tarde e nos que eu eventualmente devorarei nos dias seguintes...
Com a prova de bioquímica cujas aulas sequer presenciei espiritualmente, com o homem que meu coração burro escolheu pra venerar, com o modem 3G da vivo que não está na forma TRÊS GÊ, mas sim DOIS GÊ, com o episódio de House que eu não consigo baixar...
Com meu círculo social problemático, com o morro dos macacos, com o assassinato e o assalto ocorridos na última semana na rua da minha casa, com a pipoca doce do IB, ah, a pipoca...
Com a distância da minha família, com o tempo que eu não vejo meu pai, sobre as resenhas e resumo de psicologia, com o seminário e o protocolo de IC1, com o fato de que eu to escrevendo merda em vez de estudar pra prova na qual me fuderei amanhã...

Com a vida, com essa maldita vida.

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes