à mesa do bar,
fria como só
sentou-se a menina,
triste, que dó
lágrimas escorriam,
quentes como o sol
uma dose de cachaça
amarga como fel
o trago de um cigarro
que aos poucos vira pó
com as lembranças de um beijo
tão doce feito mel
e o discurso do adeus
no peito trazia de cor
à boca subia o sulfur
no peito restava o sofrer
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