sábado, 6 de abril de 2013

- me amasses;

Me amasses como se eu fosse a única em tua vida.
Como se quando tremendo em êxtase,
Perfeitamente sincrônico com o ambiente ao teu redor,
Fosse dentro de mim que tu gozasses.
Ficasses como se eu fosse teu lugar, tua morada e teu abrigo.
E quando suado do sexo, lambesse a seda do teu cigarro à janela,
Acendesse-o numa chupada
E baforasse o tesão que te resta pelos ares frígidos da humanidade.
Me amasses como se estivesse perto, dentro e fora e dentro
E fora da órbita por alguns segundos de prazer.
Me amasses do jeito que te amo e te chamo.
E clamo pelo tempo que se segue,
Até o dia que eu te amasse
E te faça meu.

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Não repares se a forma é apurada
Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes