sábado, 2 de maio de 2009

oi, estou em crise.

Sabe, tem muito tempo que eu não posto aqui. Geralmente, eu tenho que ficar triste, mas bem deprimida mesmo, pra sair alguma coisa que preste. Pois bem. Eis-me aqui.
Sabe, eu to com a ligeira sensação de que alguma coisa anda muito errada na minha vida.
Eu filosofei bastante hoje e formulei um nome pra minha doença. Síndrome da irmã mais velha tardia.
Seguinte, tem explicação. E eu totalmente posso dá-la aqui, porque minha mãe nem imagina que eu tenho um blog.
Imagine você que sempre foi filha única. Mimada e pá. Princesinha do papai, etc. Aí sua mãe te chega com um namorado novo. Um dos milhares que ela acumulou na fase pervertida dela. E só pra constar, você ODEIA o cara. Muito mais do que você odiava os outros milhares. Aí, como tudo que já tá ruim ainda pode piorar.. a sua mãe engravida do filho da puta. E o filho da puta, como você sempre soube, é muito mais filho da puta do que todos pensavam. Ele abandonou a sua mãe. Então você fica dividida: ou você terminar de detestar o ato estúpido da sua mãe (que esqueceu o que é CAMISINHA ou ANTICONCEPCIONAL) ou você dá suporte a ela (mas sempre lembrando "eu te disse que ele era um filho da puta e você não acreditou em mim"). Segunda opção, porque eu sou um amor de filha. Você dá o maior suporte na gravidez, chora no ultrassom, vira madrinha da sua irmã, etc.
Mas chega um belo dia que você percebe que sua irmã cresceu e você NÃO É MAIS a filha única. Você não passa de uma irmã mais velha tardia. Tardia porque isso só aconteceu quando eu tinha 15 anos. E como toda irmã mais velha, você tem OBRIGAÇÕES. Estas consistem em: tomar conta da sua irmã (que por acaso é muito mais mimada do que você sempre foi, afinal, ela é a rapa do tacho), tem que dar preferencia em tudo pra ela (porque se você não der, você é malvada), não pode gritar nem zangar quando ela resolve implicar com você (mesma justificatica anterior), e não pode se dar ao luxo de ter crises (porque crise de irmã mais velha tardia não é nada além de ciúmes). E, tipo, isso enche a porra do meu saco.
Sabe, que no meio de uma crise que eu tive ano passado com minha mãe, ela resolveu jogar tudo isso na minha cara. Ela gritou no telefone: "VOCÊ CULPA A SUA IRMÃ (sim, ela trata a Lanna de "sua irmã" quando ela está emputecida) POR EU NÃO ESTAR MAIS COM SEU PAI". Tipo, acorda, mãe, a Lanna nasceu 3 anos depois da separação. Eu superei isso. E outra: se não fosse o quesito "pais separados", como eu iria ter refúgio nas minhas crises? Eu não poderia desesperar o meu pai com uma mensagem "me busque de moto porque eu estou DEFINHANDO em Irupi", e quando ele chegasse em prantos, mais pálido do que EU, eu esclarecesse: "ah, só queria sair de casa mesmo. te amo ♥". Meu pai = meu porto seguro. Se fosse a minha mãe, ela no mínimo não daria moral pro que eu sinto (como ela, de fato, não dá).
Perdi a inspiração.

Por Rayra Alcure.

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Ou se a métrica foi talvez torcida
Olhe somente a vida dos meus versos
Que a vida do meu verso - é a minha vida.

Vinicius de Moraes